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Padre Fábio de Melo sofre novo ataque do pânico antes de show

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Para quem acompanha o padre Fábio de Melo nas redes sociais, não é segredo nenhum que ele lida com uma série de questões relacionadas à saúde mental, como depressão e síndrome do pânico – e, recentemente, ele fez um desabafo simples sobre ter sido novamente assombrado pelo último.

Usando o Instagram, o religioso comentou que, antes de realizar uma apresentação no Ceará, foi acometido por uma crise de pânico. “Hoje, mais uma vez, minutos antes de subir ao palco, o fantasma do pânico me revisitou. Mas Deus me reergueu através do povo de São Benedito, Ceará. Obrigado!”, agradeceu Fábio.

Nos comentários, ele recebeu o apoio de fãs e amigos. “Amém”, escreveu o apresentador Evaristo Costa. “Oro por vc, amigo. Oramos todos. Muito amor pra ti”, disse a cantora Fafá de Belém. “Até hoje fico ansioso em público”, revelou o narrador Cid Moreira.

Como lembrou o próprio padre, esta não é a primeira vez que ele vive algo assim e, no passado, ele já falou sobre sua história com a síndrome do pânico. Em entrevista a Otaviano Costa quando o apresentador comandava o programa “No Ar” (Rádio Globo) em 2017, ele foi sincero ao tocar no assunto e explicar de onde “veio” o problema.

“Sei que sou afetivamente exigido o tempo todo e faz parte do meu trabalho. Quando as pessoas se aproximam de mim, chegam muito afetuosas e cheias de histórias. Claro que há um desgaste emocional e natural de tudo aquilo que faço. Então, estou vivendo um tempo muito difícil na minha vida, mas com muita disposição também”, disse ele.

Síndrome do pânico: o que é?

Conforme explica a psicóloga e psicoterapeuta Fátima de Camillo, especializada em síndrome do pânico, este transtorno apresenta um conjunto de sintomas normalmente relacionados a situações de medo e susto (como transpiração excessiva, tremor, taquicardia e boca seca), mas sem que haja um gatilho “convencional”.

Segundo ela, é como se o corpo se preparasse para fugir sem necessariamente ter um motivo. “O paciente se sente constantemente fora da realidade. Ele sente medo de perder o controle sobre si, de enlouquecer e de morrer. Muitas pessoas não saem mais de casa, pois este é o único lugar em que se sentem seguras”, afirma a especialista.

TERO VESALAINEN VÍA SHUTTERSTOCK

As causas, de acordo com Fátima, estão relacionadas a situações estressantes ou traumáticas, sendo uma resposta do corpo a uma série de insatisfações “sufocadas” durante muito tempo (que podem ter a ver, por exemplo, com o trabalho, a família, a vida conjugal, ou até uma mudança muito grande que esteja ocorrendo na vida).

“Os pacientes são, em geral, sistemáticos ou perfeccionistas. São pessoas que não conseguem falar ‘não’ e passam por cima de si mesmos para fazer a vontade do outro e que remoem muita raiva por viverem fazendo o que não querem. A síndrome vem para mudar alguma coisa: pela primeira vez, a pessoa é obrigada a pensar em si”, diz.

Assim como Fábio, outros famosos como Giovanna Ewbank e Gisele Bündchen já relataram ter passado por experiências parecidas e não é nada raro encontrar pessoas que lidam com transtornos de pânico, algo que está mesmo se tornando mais comum. Para a psicóloga Janete Esposito, especializada em Psicossomática e Psicologia Hospitalar, isso tem razões claras.

“Hoje em dia, as pessoas são muito diagnosticadas com síndrome do pânico, pois há uma pressão interna para cumprir obrigações que a sociedade impõe como urgentes, por exemplo, se casar, escolher uma faculdade, tirar boas notas, ser mãe, ter um bom salário, etc.”, afirma ela, lembrando que não saber lidar com o fluxo de informações nas redes sociais também pode influenciar negativamente a situação.

Normalmente, o tratamento para este transtorno consiste no uso de medicamentos antidepressivos para controlar a ocorrência de crises e na terapia com um profissional especializado. Nela, o paciente entende melhor de onde vêm as crises, e pode então lidar com elas.

Como ajudar alguém em crise

Além dos sinais comuns, como sudorese, tremores, falta de ar, palpitações, calafrios, formigamentos e até enjoo, há também outros sintomas da crise de pânico podem ser percebidos por outras pessoas enquanto o paciente muitas vezes não interpreta como parte do problema.

Sendo assim, caso alguém sinta uma crise se aproximando ou apresente sinais como desmaio, sensação de irrealidade, indiferença e medo de enlouquecer, adoecer ou morrer, é indicado manter a calma e não expressar nervosismo na frente da pessoa para não deixá-la ainda mais ansiosa.

Aqui, o ideal é levá-la a um local tranquilo e caminhar com ela sem pressa, incentivando a pessoa a respirar com calma. É interessante também lembrá-la de que os ataques de pânico são temporários, que você está por perto para ajudá-la caso algo aconteça e evitar fazer perguntas de forma excessiva.

Fonte: Vix

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