Como vencer a dor da perda de quem amamos?

Lidar com a morte de um ente querido não é simples. Somos dotados de sentimentos que nos remetem à saudade daquele que se foi e à dor da perda pode ser grande.

Como lidar com a morte de quem amamos? Neste post, confira algumas práticas simples para vencer essa situação, respeitando o seu tempo!

Compreenda as fases do luto

O luto é um processo necessário e a reação negativa ao perder um ente querido é natural. Para que o sentimento não se torne nocivo, é preciso compreender as fases do luto, que são respectivamente: negação, raiva, negociação (ou barganha), tristeza e aceitação.

Negação

A negação é o momento em que não se acredita na perda. É uma dor tão grande que não pode ser real ou possível.

Nesse estágio, o indivíduo nega o problema ou a situação, evitando entrar em contato com a realidade e falar sobre o assunto. Não acreditar na informação que recebe também é uma reação comum e podem aparecer falas do tipo “vai passar” ou “isso é mentira”.

Raiva

Em seguida, aparece a raiva: o pensamento de incredulidade permanece, mas surgem provocações do tipo “por que isso aconteceu comigo?”. Emoções de revolta, inveja e ressentimento são comuns nessa fase e nenhuma palavra de conforto parece ser verdadeira. Pode ser que o indivíduo projete a causa de seu sofrimento em Deus e no resto do mundo.

Negociação

A terceira fase é a negociação, que nada mais é do que a tentativa de trocar a perda para que ela não seja verdade. É a busca por uma espécie de acordo com Deus ou consigo mesmo, que se traduz em promessas e sacrifícios para que tudo volte a ser como era antes.

Depressão

A penúltima fase é a depressão, que é quando se toma consciência de que a perda é inevitável e real. Um sofrimento profundo é experimentado e emoções como tristeza, deslocamento, culpa, medo e desesperança podem aparecer. Nessa etapa, o indivíduo se torna introspectivo, isolado, afastando-se das pessoas e voltando-se para si, devido à situação.

Aceitação

Por fim, a última fase do luto é a aceitação, na qual se acolhe a perda com serenidade e paz, sem desespero, negação ou raiva. O espaço vazio deixado pela morte de um ente querido é preenchido por meio da mudança de perspectiva. É comum que, nessa etapa, a pessoa volte-se para a sua fé, sua religiosidade ou procure a ajuda de um profissional.

Compartilhe seus sentimentos

Aquele que perde um ente amado passará, necessariamente, pelas fases do luto. Os piores momentos, porém, podem ser mais brandos, se compartilhados com alguém de confiança.

A não expressão dos sentimentos pode fazer com que o indivíduo caia em isolamento, piorando a situação. O conforto de um ombro amigo acelera todo o processo de compreensão da morte, trazendo serenidade e paz.

Nesse caso, falar é uma verdadeira terapia! O suporte da família faz com que a pessoa tenha menos dificuldade em superar os momentos de tristeza. Não importa se eles estão passando pela mesma perda; basta que eles estejam dispostos a ouvir e ajudar.

Reorganize-se

Nossos familiares e amigos fazem parte da nossa rotina, seja nos momentos de trabalho ou de lazer. É natural que a morte de uma pessoa amada abale as suas tarefas diárias, principalmente por se estar diante de um momento de dor.

Cada um terá seu tempo para processar o luto e é preciso ter paciência para reorganizar a vida aos poucos, um dia de cada vez. Voltar às atividades que proporcionam prazer e alegria é um primeiro passo importante. É bom lembrar que aquele que se foi estaria feliz em ver o seu momento de superação.

Procure ajuda profissional para lidar com a dor da perda

Apesar das tentativas de superar esses sentimentos no abraço de amigos e familiares, a ajuda de um profissional pode ser bem-vinda e necessária. Pode acontecer de ficarmos presos em uma das fases do luto por muito tempo, o que não nos faria bem. Por isso, em alguns momentos, procurar o que chamamos de “terapia do luto” pode trazer alívio para a dor da perda.

Terapia do luto

A terapia do luto é uma especialidade da psicologia que visa ajudar uma pessoa a processar sua perda. Ela é muito indicada para quem fica preso em seu sofrimento por muito tempo, não conseguindo dar sequência à sua vida. É o chamado “luto complicado”.

Ela parte do pressuposto que cada indivíduo manifesta sua dor de um jeito, para encontrar alívio. Sua função é contribuir para que aquele que sofre a perda busque, dentro de si, o que confere sentido à vida, o que ajuda a reconstruí-la. Apesar de não ter nenhuma contra indicação, a terapia apresenta resultados melhores com quem perdeu seus entes de maneira repentina ou em situação de violência.

Leia bons livros sobre o assunto

Em momentos difíceis, algumas pessoas preferem ficar sozinhas, mais introspectivas, o que é uma reação comum, conforme comentamos nas fases do luto. Para elas (e para todas as outras também), uma boa dica para superar o sentimento de tristeza é ler livros que tratam sobre essa situação.

Recorrer à literatura, ao cinema e à arte em geral, pode dar um alento aqueles que passam por tempos ruins. “O ano do pensamento mágico”, de Joan Didion, é um livro cativante, conduzindo-nos pela difícil jornada da morte.

“Uma Morte em Família”, de James Agee, ganhou o Prêmio Pulitzer de melhor romance e se propôs a investigar os efeitos da morte sobre a família. Em outras palavras, a perda de um ente querido.

Viu como essas 5 dicas podem ajudar a superar a dor da perda? Tenha sempre por perto pessoas amadas para passar por essa fase difícil da melhor forma possível.

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