Uso excessivo de celular pode levar à infertilidade masculina

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Em 2007, uma pesquisa divulgada na revista “Reproductive Biomedicine Online” pelo cientista Ashok Agarwal, da Cleveland Clinic, publicou que o uso de telefones celulares em excesso pode levar à infertilidade masculina. O estudo analisou os efeitos das ondas de radio dos celulares nos componentes do sêmen.

Segundo a pesquisa, o uso de celulares em excesso ou o hábito de mantê-lo junto ao cós da calça, próximo à genitália masculina, estaria associado às alterações nos espermatozoides. Este dano seria decorrente da elevação da temperatura que esses tipos de ondas eletromagnéticas poderiam causar ao nível do testículo, afetando, assim, a produção e função dos espermatozoides.

Um outro estudo do mesmo pesquisador, em 2006, divulgou que as ondas emitidas por telefones celulares podem diminuir a quantidade, mobilidade e qualidade do esperma em quase 50%. O limite de espermatozoides para a infertilidade é de 20 milhões por mililitro, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), e a pesquisa mostrou que homens que usavam telefone celular por um período de em média 4 horas por dia tinham cerca de 50 milhões, sendo consideradas quantidades normais em torno de 86 milhões de espermatozóides por mililitro.

Porém, o próprio idealizador da pesquisa sabe que os estudos precisam ser mais aprofundados, mas acredita que o número de casos de infertilidade masculina, que cresce a cada dia e em escala mundial, tem mesmo como uma das causas o uso de celular.

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