Estudos têm demonstrado que mulheres obesas dão à luz a bebês maiores, que correm mais o risco de serem obesos e sofrerem de problemas metabólicos no decorrer da vida.

Especialistas imaginavam que isso acontecia por conta do excesso de peso das mães, cujos corpos ricos em nutrientes de alguma forma “sobrealimentariam” o feto durante a gestação. Mas um novo estudo descobriu que isso é improvável.

Publicada pela PLOS Medicine, a pesquisa analisou mais de 10mil pares de mães e filhos, acompanhando essas crianças até o início da vida adulta. Neste meio tempo, foram avaliados índice de massa corporal, educação, ocupação e se as mães ou os pais fumavam.

Os pesquisadores também fizeram testes para 153 traços metabólicos nas crianças, incluindo níveis de gorduras no sangue. O que se descobriu foi que os Índices de Massa Corporal (IMC) materno e paterno estavam fortemente associados aos traços metabólicos de seus filhos.

Como esses valores do pai não podem afetar o feto durante seu desenvolvimento, isso sugere que os traços familiares, em vez de qualquer “programação” do feto no útero, são a explicação para anormalidades metabólicas em crianças filhas de mães obesas. Durante o estudo, a autora principal, Deborah A. Lawlor, professora de epidemiologia da Universidade de Bristol, na Inglaterra, ressaltou que a obesidade na gravidez é perigosa por muitas razões.

Maa evidência de que o peso da mãe sozinho determina a futura saúde metabólica da criança é fraco, sendo errado colocar essa responsabilidade na mulher grávida. “Toda a família deve ter um peso saudável”, explicou.

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