Bem estar

A música na formação humana da criança.

De acordo com Alessandra Zanchetta, professora de Musicalização Infantil do Espaço Uirapuru, aulas para bebês e crianças traz uma diversidade de benefícios. “A música é uma linguagem muito diferente de todas que possuímos. Ela mexe com os sentidos e os sentimentos das pessoas, além de desenvolver aspectos como a coordenação motora, concentração, sociabilidade, consciência corporal, o trabalho em grupo e o respeito da criança por si mesmo. São elementos que ela levará como aprendizagem para toda a vida”, afirma a professora.Alessandra explica que para cada uma das idades, o ensino deve ser direcionado:

Até dois anos, as aulas são voltadas para sensibilização: contato com instrumentos, atividades com músicas folclóricas, Parlendas (brincadeiras com versos e rimas) e brincadeiras de rodas, sempre com a presença dos pais ou algum responsável. “Essas atividades ajudam a criar um elo maior entre a criança e o adulto. Trata-se de um momento só deles, que muitas vezes se perde por causa da vida corrida de hoje”, diz.

Já a partir dos dois anos e meio as crianças entram em contato com alguns elementos musicais: são feitas brincadeiras para conhecer os timbres e estimular a escuta musical principalmente dos sons que as rodeiam. A criança começa a ter consciência do som e do silêncio e de sua importância para a música. O arranjo musical também começa a ser apresentado nesta fase, tudo de forma muito simples, enquanto são livres para pular e dançar.

Lá para os três anos e meio as atividades passam a exigir um pouco mais da criança. Timbre, duração, altura, intensidade, pulso e ritmo são introduzidos através de atividades corporais e lúdicas, estimulando a exploração sonora do corpo e dos diversos instrumentos.

Dos cinco aos sete anos já é possível aprender diversos ritmos. Arranjos são feitos a partir de músicas da cultura brasileira e de outros países. As definições dos conceitos musicais são apresentadas, mas nunca perdendo a ludicidade, sempre estimulando a participação, imaginação e criação por parte da criança. O contato com diversos instrumentos (de percussão, piano, violão, etc), que acontece em todas as idades, é mais direcionado, dando a oportunidade da criança conhecer o universo de sons de cada um deles.

Só a partir dos sete anos de idade os conceitos musicais são ensinados com mais formalidade. “O mais importante é que os pais não exijam que a criança já venha para a aula e saia tocando. É um processo lento, de experimentação e liberdade. Deve-se respeitar o tempo de cada um para que a aprendizagem aconteça de maneira natural”, acredita.

Alessandra diz que as crianças podem ou não quererem seguir na música e tocar algum instrumento. “O grande intuito da musicalização não é formar músicos, e sim formar púbico, ouvinte, conhecedor. Um público que tenha pensamento crítico e saiba analisar o que está ouvindo.”

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Joana Roane

Joana Roane é editora e adora falar sobre saúde e bem estar.

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